ANIMAGE anuncia os premiados na Mostra Competitiva 2021

17 de outubro de 2021

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O Festival ANIMAGE tem o prazer de anunciar os filmes premiados na sua Mostra Competitiva 2021! A premiação foi definida pelo júri oficial do festival, este ano composto pela artista visual e diretora portuguesa Bárbara Oliveira, a animadora Léa Zagury e pela cineasta Renata Pinheiro.

Todos os filmes premiados estarão disponíveis na plataforma online do festival até às 23h59 deste domingo.

Confira aqui os premiados por categoria.

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Melhor Curta – Grande Prêmio ANIMAGE: Bestia, de Hugo Covarrubias (Chile)

Justificativa do Júri: ” Bestia apresentou uma sensibilidade única em todas as decisões que são necessárias para um filme de animação, exprimindo o tema da opressão de uma forma tão eficaz na sua linguagem cinematográfica, controle do som, direção de arte e roteiro que se alojou profundamente na nossa memória como uma bala. Intenso, assustador e inesquecível”.

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Melhor Curta Infantil: La Source des Montagnes, de Adrien Communier, Camille Di DioI, Benjamin Francois, Pierre Gorichon, Briag Mallat e Marianne Moisy (França)

Justificativa do Júri: La Source des Montagnes é um filme que possui uma alegria singular, transmitindo uma história com uma imaginação forte que poderia ter vindo de um imaginário de uma criança. Vibrante e divertido no tom, no ritmo e na cor, nos apaixonamos pela  beleza exterior e interior deste curta.”

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Melhor Curta Brasileiro: Carne, de Camila Kater (Brasil)

Justificativa do Júri: “Um curta brilhante para a representação de experiências femininas brasileiras. Achamos a expressão artística no filme perfeitamente aplicada com as  narrativas de mulheres representadas, tornando o filme muito poderoso na sua mensagem e execução.” 

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Melhor Direção: GENIUS LOCI, de  Adrien Mérigeau (França)

Justificativa do Júri: “Este é um filme com poesia visual e musical e traz uma história original sobre o abandono, o foco, a distração e a destruição. Os cenários fluem em constantes movimentos onde as palavras perdem os seus sentidos. O impacto, pela narrativa provocante e original, pela direção de arte e a trilha sonora, nos surpreenderam. 

Obs: O conceito do filme e a trilha sonora foram inspirados nas obras de John Cage.”

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Melhor Roteiro: Just a Guy, de Shoko Hara (Alemanha)

Justificativa do Júri: “O roteiro do documentário Just a Guy nos impressionou por tratar-se de uma abordagem cuidadosa e muito bem articulada, ao contar a história de três mulheres que se relacionaram romanticamente com um serial killer condenado, sem, no entanto, glamourizar o crime, nem fazer julgamento moral de tais mulheres.”

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Melhor Direção de Arte: Moutons, Loup et Tasse de Thé…, de Marion Lacourt (França)

Justificativa do Júri: “A direção de arte deste filme nos impressionou por ser incrivelmente apropriada para a natureza da história. Os rituais e as invocações, os personagens, os cenários e mundos fantásticos são representados como sonhos com o estilo de ilustração/pintura aplicado. A arte desenvolvida foi pela própria diretora do filme, que é ilustradora.”

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Melhor Técnica: Machini, de Frank Mukunday e Trésor Tshibangu (Congo)

Justificativa do Júri: “Machini nos impressionou pela força da sua expressão técnica e como esta se liga com o tema do filme. Reconhecemos a inovação dos materiais utilizados, a habilidade técnica na capacidade de animar de uma forma sutil elementos tão brutos, como as pedras que representam os corpos dos personagens, mas também a poesia na escolha destes materiais para expressar a mensagem política do filme.”

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Melhor Som: Affairs of the Art, de Joanna Quinn (Inglaterra/Canadá)

Justificativa do Júri: “É sempre uma delícia assistir um curta de Joanna Quinn tanto pela qualidade da animação mas também pelo o humor de seus personagens. Nós destacamos que a sonoplastia foi impecável e fortaleceu ainda mais o drama hilário entre os personagens.”

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Menção Honrosa do Júri: Tapajós: Uma Breve História da Transformação de um Rio, de Alan Schvarsberg e Cícero Fraga (Brasil)

Justificativa do Júri: “O filme recebe Menção Honrosa pela sua qualidade técnica e artística, aliada a importância de seu conteúdo informativo e denunciador. Com um roteiro que dá voz aos moradores de Miritituba, uma pequena vila do interior do Pará, o filme é um importante documentário que informa, com justeza, o processo de ocupação dos portos de exportação de soja no coração da Amazônia.”

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PRÊMIO ABCA – Associação Brasileira de Cinema de Animação

Prêmio da Associação Brasileira de Cinema de Animação em parceria com o ANIMAGE 2021. O júri foi composto pelo animador Maurício Nunes, o designer, animador e  quadrinista Raul Souza e a animadora e produtora Tânia Anaya.

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Melhor Curta Brasileiro – Escolha ABCA – Prêmio Jeorge Pereira: Carne, de Camila Kater 

Justificativa do Júri: “O prêmio ABCA foi dado ao filme Carne, da diretora Camila Kater, que além de crua, mal-passada, ao ponto, passada e bem passada – executou uma síntese genial! Fala de/com mulheres de todos os corpos e todas as idades. Um tapa na cara da caretice evangélica que assombra o Brasil atualmente. Apesar de ter sido lançado em 2020, sua exibição no ANIMAGE possui uma incrível sincronia com o veto de Bolsonaro sobre a distribuição gratuita de absorventes. E para além de todo o mérito narrativo, o filme ainda é tecnicamente corajoso, delicado e muito bem executado, com mistura de técnicas e experimentos visuais. Impecável!”

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Menção Honrosa do Júri ABCA: Foi Assim e Foi Assado, de Chia Beloto

Justificativa do Júri: “Oferecemos uma menção honrosa para a série Foi Assim e Foi Assado, da animadora e cineasta Chia Beloto, pela narrativa inteligente e potente, feita a partir de coisas simples, e por apresentar um universo infantil rico e divertido. Entretém tanto crianças quanto adultos.

Em um universo a partir de coisas usadas, percebemos aos poucos que as duas personagens são negras e moram em um tipo de favela, porém não há clichê, e qualquer pessoa pode se identificar. A direção é excelente, e a produção possui muito domínio sobre técnica e estética.

Com um sensível domínio sobre o tempo e o espaço, a animação e a direção de arte se apresentam seguras de sua potência, como deusas de um universo cheio de detalhes. Resultando num trabalho coerente, consistente e muito criativo. O som também é muito efetivo, não sendo apenas decorativo, ele propõe e interage.”

Como chegar? Teatro do Parque Rua do Hospício, 81 | Boa Vista - Recife/PE